Sertão pernambucano se consolida como polo global de uvas e vinhos tropicais
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Sertão pernambucano se consolida como polo global de uvas e vinhos tropicais

Localizado no semiárido nordestino, o Vale do São Francisco, com destaque para cidades como Petrolina (PE), tornou-se um dos principais polos agrícolas e vitivinícolas do Brasil — e um caso singular de inovação no agronegócio.

A região responde por cerca de 90% das uvas exportadas pelo país, consolidando-se como protagonista no mercado internacional de frutas.

Um “oásis” produtivo no sertão

O sucesso da região está diretamente ligado ao uso intensivo de tecnologia e irrigação, que transformaram uma área semiárida em referência global em fruticultura.

  • Produção altamente tecnificada e orientada à exportação
  • Colheitas programadas ao longo do ano
  • Forte integração entre pesquisa (como a Embrapa) e setor produtivo

Esse modelo permite uma oferta contínua e previsível, diferencial competitivo relevante no comércio internacional.

Liderança na exportação de uvas

Além do volume expressivo, o Vale se destaca pela qualidade e consistência da produção:

  • Até 95% das uvas de mesa exportadas pelo Brasil vêm da região
  • Exportações voltadas principalmente à Europa e América do Norte
  • Alto padrão fitossanitário e logístico

A infraestrutura inclui aeroportos e portos estratégicos, facilitando o escoamento da produção para mercados globais.

Vinhos tropicais: um diferencial único

Um dos aspectos mais inovadores da região é a produção de vinhos tropicais, considerados únicos no mundo.

  • Possibilidade de duas safras de uva por ano
  • Vinhos com perfil jovem, aromático e frutado
  • Reconhecimento por Indicação Geográfica (IG)

Essa tipicidade diferenciada posiciona o Vale do São Francisco como uma nova fronteira da vitivinicultura global.

Indicação Geográfica e valorização do território

O reconhecimento como Indicação de Procedência reforça o valor agregado dos vinhos produzidos na região, alinhando o Brasil a práticas internacionais de proteção e valorização territorial.

Além de fortalecer a marca regional, a IG contribui para:

  • Diferenciação no mercado internacional
  • Estímulo ao turismo enogastronômico
  • Desenvolvimento econômico local

Conexão com propriedade intelectual

O caso do Vale do São Francisco evidencia o papel estratégico da propriedade intelectual, especialmente das Indicações Geográficas, na valorização de produtos agrícolas.

Entre os principais impactos:

  • Proteção da reputação e origem dos produtos
  • Aumento da competitividade internacional
  • Estímulo à inovação e padronização produtiva
Fabricante do Ozempic sofre revés judicial e TRF-2 mantém uso da marca Ozivy por farmacêutica brasileira
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Fabricante do Ozempic sofre revés judicial e TRF-2 mantém uso da marca Ozivy por farmacêutica brasileira

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk teve negado o pedido de liminar para impedir o uso da marca Ozivy pela brasileira EMS em medicamento à base de semaglutida. A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) em 31 de julho de 2026.

O entendimento mantém decisão de primeira instância e preserva o registro concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), enquanto o mérito da ação segue em análise.

Disputa sobre similaridade de marcas

No recurso, a Novo Nordisk argumentou que a marca Ozivy reproduz parcialmente elementos de suas marcas Ozempic e Wegovy, ambas registradas para medicamentos com o mesmo princípio ativo.

Segundo a empresa:

  • O prefixo “Oz” teria sido extraído de Ozempic
  • O sufixo “vy” remeteria a Wegovy
  • A combinação poderia gerar associação indevida entre os produtos

A farmacêutica também alegou:

  • Existência de alternativas de nomenclatura não utilizadas
  • Suposta má-fé na escolha da marca
  • Associação já verificada no mercado

Como evidência, foram citadas reportagens e publicações em redes sociais que se referiam ao produto da EMS como:

  • “Ozempic nacional”
  • “Ozempic brasileiro”
  • “Ozempic da EMS”

Entendimento do TRF-2

O relator, juiz federal José Eduardo Nobre Matta, destacou que a suspensão de um registro marcário exige análise aprofundada de provas, não sendo adequada em caráter liminar.

Entre os principais fundamentos da decisão:

  • O registro concedido pelo INPI possui presunção de validade
  • A revisão do registro demanda instrução processual completa
  • Não há exclusividade sobre prefixos ou sufixos isoladamente

O magistrado enfatizou que a avaliação de possível confusão deve considerar o conjunto da marca, e não apenas partes específicas.

Interpretação das evidências e alegação de má-fé

Em relação às reportagens e manifestações apresentadas, o tribunal entendeu que os conteúdos admitem múltiplas interpretações.

Segundo a decisão, a associação do produto da EMS ao Ozempic pode decorrer de fatores como:

  • Lançamento como primeiro concorrente após o fim da proteção patentária
  • Referência ao princípio ativo comum (semaglutida)

Sobre a alegação de má-fé, o relator afirmou que:

  • Trata-se de imputação grave
  • Não pode ser presumida
  • Deve ser analisada ao longo do processo com contraditório pleno

Impacto da medida e continuidade do processo

Outro ponto considerado foi o impacto potencial da suspensão imediata do uso da marca.

O tribunal avaliou que impedir a utilização da denominação poucas semanas após o lançamento do medicamento poderia gerar efeitos de difícil reversão.

Com isso, o TRF-2 decidiu:

  • Manter o registro da marca Ozivy
  • Permitir o uso pela EMS
  • Negar a liminar solicitada pela Novo Nordisk

O mérito da ação seguirá em análise nas instâncias judiciais.

Copa do Mundo 2026: a propriedade intelectual por trás dos megaeventos esportivos
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Copa do Mundo 2026: a propriedade intelectual por trás dos megaeventos esportivos

Hoje (dia 11 de junho) começa a Copa do Mundo da FIFA 2026, um dos maiores eventos esportivos do planeta.

Mas, além da competição em campo, existe uma disputa bilionária fora dele: a proteção e exploração de ativos de propriedade intelectual.

Megaeventos como a Copa movimentam:

  • Direitos de transmissão
  • Patrocínios globais
  • Licenciamento de marcas
  • Direitos de imagem de atletas

Propriedade intelectual como base do modelo de negócios

Eventos esportivos dessa magnitude dependem fortemente de ativos intangíveis.

Entre os principais elementos protegidos estão:

  • Marcas oficiais e logotipos
  • Símbolos e emblemas
  • Conteúdo audiovisual (direitos autorais)
  • Imagem de atletas e seleções

A exploração econômica desses ativos sustenta toda a cadeia de valor do evento.

O papel da legislação brasileira

O Brasil desenvolveu, ao longo dos anos, um arcabouço robusto para proteger a propriedade intelectual no esporte.

Principais normas aplicáveis:

  • Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/96)
  • Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98)
  • Lei Pelé (Lei nº 9.615/98)

A Lei Pelé, por exemplo:

  • Protege símbolos esportivos
  • Garante direitos sobre nome e apelido de atletas
  • Regula o direito de imagem (licenciável por contrato)

Regimes especiais para grandes eventos

O Brasil já adotou legislações específicas para megaeventos, como:

  • Lei Geral da Copa (2012)
  • Lei Geral das Olimpíadas (2016)

Essas normas trouxeram medidas como:

  • Reconhecimento de alto renome de marcas
  • Tramitação prioritária de registros no INPI
  • Criminalização do uso indevido de símbolos

Marketing de emboscada: um dos maiores riscos

Um dos principais desafios jurídicos em eventos esportivos é o marketing de emboscada, que pode ocorrer de duas formas:

  • Associação indevida: sugerir vínculo com o evento sem autorização
  • Intrusão: exposição não autorizada no ambiente do evento

A legislação brasileira tipifica essas práticas como ilícitas, protegendo patrocinadores oficiais.

O cenário para a Copa de 2026

Diferentemente do Brasil em 2014, Estados Unidos, Canadá e México não adotaram, até o momento, regimes legais específicos para a Copa de 2026.

Ainda assim, os desafios permanecem:

  • Proteger marcas oficiais
  • Evitar uso indevido de símbolos
  • Garantir exclusividade a patrocinadores
  • Proteger direitos de imagem

Lei Geral do Esporte: o marco mais recente

A Lei nº 14.597/2023 consolidou avanços importantes ao:

  • Criminalizar o uso indevido de marcas e símbolos esportivos
  • Penalizar comercialização de produtos não autorizados
  • Regulamentar o marketing de emboscada

A Copa do Mundo reforça que a propriedade intelectual é um dos principais ativos em eventos globais.

Para empresas, patrocinadores e titulares de direitos, proteger e gerenciar esses ativos é essencial para capturar valor e mitigar riscos.

A Tavares IP auxilia empresas na proteção e exploração estratégica de ativos de propriedade intelectual em mercados globais. Entre em contato para estruturar sua estratégia.

Patentes Vencidas, Royalties Ativos: A Disputa Bilionária no Agronegócio Brasileiro
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Patentes Vencidas, Royalties Ativos: A Disputa Bilionária no Agronegócio Brasileiro

A expiração da patente da semaglutida abriu um debate global sobre o equilíbrio entre a proteção à inovação e o acesso ao mercado. No Brasil, essa mesma tensão ecoa em uma arena menos visível, mas igualmente bilionária: o agronegócio. No centro do conflito estão patentes de biotecnologia agrícola, royalties cobrados após o vencimento da proteção legal e um projeto de lei que pode redesenhar as regras do jogo para toda a indústria.

O Caso Intacta RR2 PRO: Patentes, Soja e R$ 5 Bilhões em Disputa

A tecnologia Intacta RR2 PRO, desenvolvida pela Monsanto e adquirida pela Bayer, está presente em cerca de 80% das lavouras de soja do Brasil. Ela confere resistência a pragas e herbicidas, reduzindo custos operacionais para o produtor que, em contrapartida, paga royalties pelo seu uso.

O problema: parte das patentes que sustentavam essa cobrança já expirou.

Levantamento judicial revelou que:

  • A patente PI9816295-0 venceu em março de 2018
  • A patente PI0016460-7 expirou em dezembro de 2020
  • A patente PI0610654-4, ainda ativa, vence em maio de 2026

Apesar das expirações, a Aprosoja-MT aponta que os royalties continuaram a ser cobrados integralmente. Com uma rentabilidade média de R$ 85,50 por hectare e royalties de cerca de R$ 280 por hectare, sendo dois terços referentes a patentes vencidas, os produtores estariam pagando por tecnologia que, legalmente, já deveria ser de uso livre.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso deu razão aos produtores em primeira e segunda instâncias, determinando a devolução dos valores com juros e correção monetária. O montante estimado supera R$ 5 bilhões apenas no estado, e processos semelhantes correm na Bahia, Goiás, Piauí, Tocantins e no Rio Grande do Sul.

O PL 5810/2025: Uma Solução ou um Novo Problema?

Em paralelo, tramita no Congresso o Projeto de Lei nº 5810/2025, que propõe compensar os atrasos do INPI na análise de patentes, permitindo a extensão da proteção por até cinco anos.

O projeto tem defensores na indústria inovadora, mas enfrenta forte resistência. Uma coalizão formada por entidades do agronegócio e da indústria farmacêutica, incluindo Apabio, Aenda, Abifina, PróGenéricos e Grupo FarmaBrasil, alerta para riscos concretos:

  • Criação de monopólios artificiais com prazos imprevisíveis
  • Atraso na entrada de produtos pós-patente no mercado
  • Elevação de custos de medicamentos e insumos agrícolas essenciais
  • Impedimento à entrada em domínio público de tecnologias já maduras

Há também um obstáculo jurídico relevante: o STF, no julgamento da ADI 5529, declarou inconstitucional a extensão de prazos de patentes decorrente da demora administrativa do INPI, o que suscita sérias dúvidas quanto à viabilidade constitucional do projeto.

O Que Isso Significa para Empresas Internacionais

Para empresas estrangeiras que operam ou pretendem operar no Brasil (seja no setor farmacêutico, de agtech ou de biotecnologia), este cenário traz lições e alertas importantes:

  • Due diligence de patentes é indispensável antes de qualquer licenciamento ou aquisição de tecnologia no Brasil
  • A validade de uma patente no INPI não equivale à inexistência de litígio — processos judiciais podem questionar cobranças retroativamente
  • Mudanças legislativas em curso podem alterar o prazo e a estratégia de proteção de ativos de PI no país
  • A reputação da empresa pode ser afetada por cobranças sobre patentes vencidas, com impacto direto em relações comerciais e processos judiciais

O caso da soja Intacta é um exemplo emblemático de como a gestão inadequada do ciclo de vida de patentes pode gerar passivos bilionários e conflitos estruturais com clientes e parceiros. Para titulares de PI no Brasil, monitorar ativamente o portfólio de patentes (e agir com transparência nas relações de licenciamento) não é apenas uma boa prática: é uma necessidade estratégica.

SEPs e Padrões Tecnológicos: Como a Propriedade Intelectual Impulsiona a Inovação no Brasil
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SEPs e Padrões Tecnológicos: Como a Propriedade Intelectual Impulsiona a Inovação no Brasil

O Brasil ocupa uma posição estratégica no cenário global de inovação, mas para que esse potencial se converta em competitividade real, é indispensável um sistema robusto de Propriedade Intelectual (PI). No centro desse debate estão as Standard Essential Patents (SEPs) e os padrões tecnológicos, elementos que moldam diretamente o acesso à tecnologia, a atração de investimentos e a inserção de empresas brasileiras em cadeias globais de valor.

O Que São as SEPs e Por Que Elas Importam?

As SEPs são patentes que protegem tecnologias indispensáveis à implementação de padrões globais, como 4G, 5G e Wi-Fi. Qualquer fabricante ou desenvolvedor que queira operar dentro desses padrões precisa, necessariamente, acessar essas tecnologias.

Para equilibrar os direitos dos titulares com o acesso amplo ao mercado, os detentores de SEPs se comprometem a licenciar suas tecnologias em termos FRAND (Fair, Reasonable and Non-Discriminatory):

  • Justos: a remuneração reflete o valor real da inovação
  • Razoáveis: as condições não inviabilizam o licenciado
  • Não discriminatórios: tratamento equivalente entre licenciados em situação similar

Esse equilíbrio é essencial para que o ecossistema tecnológico funcione, e é onde a PI estratégica faz toda a diferença.

Padrões Tecnológicos Como Plataforma de Inovação

Longe de serem meras especificações técnicas, os padrões globais funcionam como infraestrutura invisível da inovação. Eles garantem:

  • Interoperabilidade entre dispositivos e redes de diferentes fabricantes
  • Previsibilidade regulatória para investidores e desenvolvedores
  • Acesso escalável a tecnologias disruptivas, especialmente para PMEs

No Brasil, onde pequenas e médias empresas respondem por quase 70% dos empregos formais, esse acesso tem impacto direto na inclusão produtiva e na geração de valor.

O Papel Estratégico das APIs

Se as SEPs asseguram a base tecnológica da conectividade, as APIs (Application Programming Interfaces) são o trilho operacional sobre o qual desenvolvedores constroem soluções. A combinação de padrões abertos com APIs bem estruturadas cria um ambiente de inovação modular que:

  • Reduz barreiras de entrada para startups e PMEs
  • Permite o desenvolvimento de soluções de IoT e cidades inteligentes
  • Viabiliza a integração em cadeias globais sem reinventar tecnologias essenciais

PI Como Fundamento da Segurança Jurídica

Inovação sustentável depende de um ambiente jurídico estável. Um regime sólido de PI oferece:

  • Proteção aos investimentos em P&D
  • Redução da incerteza regulatória
  • Incentivos econômicos claros para continuar inovando

Para empresas internacionais que buscam parceiros ou operações no Brasil, a compreensão do marco regulatório de PI (incluindo o tratamento das SEPs) é um passo estratégico indispensável.

O sistema de padrões tecnológicos e SEPs, quando bem gerido, representa um mecanismo poderoso de democratização da tecnologia e de estímulo à inovação. Para empresas nacionais e internacionais, navegar esse ecossistema com segurança jurídica exige orientação especializada.

INPI e a ABIN unem forças para combater a falsificação de propriedade intelectual
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INPI e ABIN unem forças para combater a falsificação de propriedade intelectual

O Brasil deu um passo relevante para fortalecer sua estrutura de enforcement em matéria de propriedade intelectual. Em 7 de abril de 2025, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) assinaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) voltado ao combate à contrafação, à pirataria e à biopirataria.

Para empresas internacionais com ativos de propriedade intelectual no Brasil, o acordo sinaliza uma mudança clara: a proteção de PI passa a ser tratada como prioridade estratégica nacional.

O que o acordo abrange

O ACT estabelece um amplo marco de cooperação entre as duas instituições, incluindo:

  • Proteção de conhecimentos sensíveis do INPI relacionados a operações de combate à contrafação e à pirataria
  • Salvaguarda da propriedade intelectual da própria ABIN, em sua atuação como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT)
  • Compartilhamento de informações e prestação de serviços técnicos especializados
  • Desenvolvimento conjunto de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação

O INPI também manifestou interesse em integrar o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) — um movimento sem precedentes que pode inserir a autoridade de PI no aparato mais amplo de inteligência do Estado brasileiro.

Nova unidade de inteligência no INPI

Um ponto importante para quem acompanha o ambiente regulatório brasileiro: em dezembro de 2025, o INPI criou uma unidade interna dedicada a operações de combate à contrafação com base em inteligência.

A parceria com a ABIN surge como um desdobramento estratégico e natural dessa iniciativa.

Durante a cerimônia de assinatura, o presidente do INPI, Júlio César Moreira, destacou que a atuação da ABIN será transformadora para a proteção de patentes no Brasil e para o fortalecimento da capacidade de enforcement da autarquia.

Por que isso importa para titulares internacionais de PI

Para titulares de marcas, patentes e empresas com operações intensivas em propriedade intelectual no Brasil, o acordo traz implicações concretas:

  • Maior capacidade investigativa para identificar e desarticular redes de contrafação e pirataria
  • Fortalecimento do enforcement institucional de direitos de PI, historicamente fragmentado entre diferentes órgãos
  • Ampliação da proteção contra biopirataria, especialmente relevante para setores como cosméticos, farmacêutico e alimentício
  • Sinal positivo para investidores estrangeiros de que o Brasil está elevando seus padrões de proteção de PI

Uma mudança estratégica na abordagem brasileira

A parceria entre INPI e ABIN marca uma mudança relevante na forma como o Brasil trata a proteção da propriedade intelectual — saindo de um modelo predominantemente administrativo para uma estratégia que incorpora capacidades de inteligência estatal.

Para empresas que dependem da integridade de seus ativos de PI no país, acompanhar esses desdobramentos institucionais é tão importante quanto registrar marcas e depositar patentes.

A Tavares IP acompanha de perto o cenário regulatório e institucional da propriedade intelectual no Brasil, oferecendo assessoria estratégica para clientes nacionais e internacionais.

Entre em contato para entender como proteger seus ativos com precisão jurídica e visão estratégica.

UFMG bate recorde de patentes em 2025. Veja o que isso revela sobre inovação e propriedade intelectual no Brasil.
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UFMG bate recorde de patentes: o que isso revela sobre a inovação no Brasil

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) atingiu, em 2025, seu maior número de depósitos de patentes, com 95 pedidos submetidos ao INPI, superando seu próprio recorde anterior.

O resultado reforça o papel das universidades como protagonistas no sistema brasileiro de inovação.

Muito além das patentes

Os números refletem uma atuação consistente em propriedade intelectual:

  • 95 pedidos de patentes
  • 55 registros de software
  • 54 registros de marca
  • 7 desenhos industriais
  • 7 registros de know-how

O desempenho demonstra uma estratégia estruturada de proteção e valorização de ativos intangíveis.

Transferência de tecnologia em destaque

O avanço não se limita apenas ao depósito de ativos, mas também à sua aplicação prática.

A atuação do NIT (CTIT) tem sido fundamental para:

  • Converter pesquisa em soluções de mercado
  • Apoiar licenciamento e transferência de tecnologia
  • Fortalecer o ecossistema de inovação

Apesar do crescimento de grandes empresas, como multinacionais e companhias nacionais, as universidades públicas continuam desempenhando um papel central no Brasil.

Esse cenário difere de mercados como os EUA, a Europa e a China, onde a inovação é majoritariamente liderada pelo setor privado.

A Tavares IP apoia instituições e empresas na proteção e valorização de ativos de inovação no Brasil, incluindo patentes, softwares e marcas.

Fale com nossa equipe e potencialize sua estratégia de propriedade intelectual.

INPI anuncia mudanças em marcas e avanços em desenhos industriais
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INPI anuncia mudanças em marcas e avanços em desenhos industriais

O INPI apresentou atualizações relevantes em marcas e desenhos industriais durante encontro com usuários, reforçando seu movimento de modernização e alinhamento com demandas do mercado.

As medidas incluem novas regras para trâmite prioritário de marcas e avanços operacionais em desenhos industriais, com destaque para o uso de inteligência artificial.

Marcas: novas regras e revisão de critérios

Entram em vigor, em abril, mudanças nas Portarias nº 28 e nº 29/2025, com impactos diretos no processamento de pedidos.

Principais pontos:

  • Novas modalidades de prioridade alinhadas a políticas públicas
  • Inclusão de públicos como startups e comunidades tradicionais
  • Simplificação documental em determinados casos
  • Aumento do limite de pedidos prioritários

Além disso, está em discussão a revisão do critério de análise de marcas de posição, com foco maior na distintividade do sinal como um todo. A proposta deve ser submetida à consulta pública em 2026.

Desenhos industriais: eficiência e tecnologia

O INPI também destacou avanços significativos em desenhos industriais:

  • Crescimento de mais de 100% nas decisões em 2025
  • Atualização prevista do manual técnico
  • Implementação de inteligência artificial no exame
  • Nova ferramenta de busca com IA
  • Criação de trâmite prioritário

Visão estratégica

As iniciativas indicam um movimento claro de modernização do sistema brasileiro de PI.

Para empresas e escritórios:

  • Processos mais ágeis e previsíveis
  • Maior uso de tecnologia no exame
  • Novas oportunidades em trâmites prioritários
  • Evolução de critérios técnicos com impacto direto em estratégias de proteção

A Tavares IP acompanha de perto as mudanças regulatórias no Brasil, apoiando empresas na adaptação estratégica de seus ativos de propriedade intelectual.

Fale com nossa equipe e mantenha sua estratégia de PI alinhada às atualizações do INPI.

Justiça de SP nega acesso a conta digital: o que o caso revela sobre herança digital
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Justiça de SP nega acesso a conta digital: o que o caso revela sobre herança digital

Uma decisão recente do Tribunal de Justiça de São Paulo negou o acesso de uma mãe ao perfil em rede social de seu filho falecido, reforçando a proteção à privacidade mesmo após a morte.

O caso evidencia um tema cada vez mais relevante: a gestão de ativos digitais e seus limites jurídicos no Brasil.

Herança digital: limites entre patrimônio e privacidade

Embora não haja legislação específica sobre sucessão digital no país, o entendimento judicial destaca uma distinção importante:

  • Natureza patrimonial: ativos com valor econômico podem ser transferidos
  • Natureza personalíssima: conteúdos íntimos permanecem protegidos

No caso analisado, dados como fotos, mensagens e informações privadas foram considerados parte da esfera pessoal do falecido.

Relação com propriedade intelectual

A decisão também dialoga com a propriedade intelectual, já que ativos digitais podem envolver:

  • Direitos autorais sobre conteúdos
  • Licenciamento de uso de plataformas
  • Termos contratuais que limitam acesso e transferência

Isso reforça que nem todo ativo digital é automaticamente transmissível.

Impacto estratégico para empresas e usuários

O caso levanta pontos relevantes para gestão de ativos digitais:

  • Necessidade de planejamento prévio sobre contas digitais
  • Importância de políticas claras em plataformas
  • Riscos jurídicos na ausência de manifestação de vontade
  • Crescente interseção entre PI, contratos e direitos da personalidade

Visão estratégica

A tendência é de aumento de disputas envolvendo herança digital, exigindo maior clareza jurídica e planejamento por parte de usuários e empresas.

Para organizações, especialmente globais, o tema também impacta compliance, contratos e gestão de dados.

A Tavares IP auxilia empresas na análise estratégica de ativos intangíveis, incluindo interseções entre propriedade intelectual, contratos e dados digitais.

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INPI adota e-Filing da OMPI: o que muda para pedidos internacionais de marcas
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INPI adota e-Filing da OMPI: o que muda para pedidos internacionais de marcas

O INPI passará a utilizar, a partir de 13 de abril, o sistema e-Filing da OMPI para certificação de pedidos internacionais de marcas via Sistema de Madri.

A mudança representa um avanço relevante na digitalização e padronização dos processos de marcas no Brasil, com impacto direto na eficiência e previsibilidade para usuários nacionais e estrangeiros.

Principais mudanças na prática

O e-Filing traz melhorias operacionais importantes:

  • Preenchimento mais intuitivo do formulário MM2
  • Importação automática de dados do INPI, reduzindo erros
  • Integração com o MGS para tradução de produtos e serviços
  • Correção de irregularidades diretamente no sistema
  • Cálculo e pagamento de taxas na própria plataforma
  • Gestão centralizada dos pedidos internacionais

Impacto estratégico para titulares de marcas

A adoção do sistema alinha o Brasil a outros escritórios internacionais e reforça o uso do Sistema de Madri como ferramenta estratégica.

Para empresas e escritórios de PI:

  • Maior agilidade nos pedidos internacionais
  • Redução de inconsistências formais
  • Mais previsibilidade no processo
  • Ganhos de eficiência na gestão de portfólio

Visão estratégica

A iniciativa fortalece o posicionamento do Brasil no cenário global de propriedade intelectual e facilita a internacionalização de marcas.

Empresas que utilizam o Sistema de Madri passam a contar com um fluxo mais integrado e confiável para proteção em múltiplas jurisdições.

A Tavares IP assessora empresas na proteção internacional de marcas via Sistema de Madri, com foco em eficiência, segurança e estratégia.

Fale com nossa equipe e otimize sua atuação global em marcas.

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