INPI lança novos guias de PI: apoio estratégico para empresas e exportadores
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INPI lança novos guias de PI: apoio estratégico para empresas e exportadores

O INPI publicou dois novos guias de propriedade intelectual, desenvolvidos em parceria com a OMPI, com foco em orientar empresas e agentes econômicos sobre o uso estratégico de ativos de PI.

As publicações reforçam a importância da propriedade intelectual como ferramenta de competitividade, especialmente em contextos internacionais.

O que trazem os novos guias

Os materiais abordam conceitos fundamentais e aplicações práticas da PI no ambiente empresarial:

  • Titularidade de direitos
  • Licenciamento e transferência de tecnologia
  • Integração da PI em estratégias comerciais e de exportação
  • Gestão de ativos em contratos empresariais

Foco em exportação e franquias

Os guias são direcionados a públicos estratégicos:

Pequenos e médios exportadores

  • Uso da PI como diferencial competitivo
  • Estruturação de estratégias de mercado internacional

Franqueadores e empresas em expansão

  • Gestão de PI em contratos de franquia
  • Redução de riscos jurídicos
  • Maior segurança em operações internacionais

Visão estratégica

A iniciativa evidencia um movimento relevante: a aproximação entre propriedade intelectual e estratégia de negócios.

Empresas que integram PI em suas decisões comerciais tendem a ganhar eficiência, proteção e vantagem competitiva, especialmente em mercados globais.

INPI adota e-Filing da OMPI: o que muda para pedidos internacionais de marcas
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INPI adota e-Filing da OMPI: o que muda para pedidos internacionais de marcas

O INPI passará a utilizar, a partir de 13 de abril, o sistema e-Filing da OMPI para certificação de pedidos internacionais de marcas via Sistema de Madri.

A mudança representa um avanço relevante na digitalização e padronização dos processos de marcas no Brasil, com impacto direto na eficiência e previsibilidade para usuários nacionais e estrangeiros.

Principais mudanças na prática

O e-Filing traz melhorias operacionais importantes:

  • Preenchimento mais intuitivo do formulário MM2
  • Importação automática de dados do INPI, reduzindo erros
  • Integração com o MGS para tradução de produtos e serviços
  • Correção de irregularidades diretamente no sistema
  • Cálculo e pagamento de taxas na própria plataforma
  • Gestão centralizada dos pedidos internacionais

Impacto estratégico para titulares de marcas

A adoção do sistema alinha o Brasil a outros escritórios internacionais e reforça o uso do Sistema de Madri como ferramenta estratégica.

Para empresas e escritórios de PI:

  • Maior agilidade nos pedidos internacionais
  • Redução de inconsistências formais
  • Mais previsibilidade no processo
  • Ganhos de eficiência na gestão de portfólio

Visão estratégica

A iniciativa fortalece o posicionamento do Brasil no cenário global de propriedade intelectual e facilita a internacionalização de marcas.

Empresas que utilizam o Sistema de Madri passam a contar com um fluxo mais integrado e confiável para proteção em múltiplas jurisdições.

A Tavares IP assessora empresas na proteção internacional de marcas via Sistema de Madri, com foco em eficiência, segurança e estratégia.

Fale com nossa equipe e otimize sua atuação global em marcas.

Fim da patente da semaglutida no Brasil: o que muda?
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Fim da patente da semaglutida no Brasil: o que muda?

O fim da patente da semaglutida no Brasil marca uma mudança relevante no mercado farmacêutico. Após 20 anos de exclusividade, outras empresas passam a poder desenvolver versões genéricas ou similares, mediante aprovação regulatória.

Impactos imediatos

  • Aumento da concorrência
  • Tendência de redução de preços
  • Expansão do acesso a tratamentos
  • Novas oportunidades para a indústria farmacêutica

Do ponto de vista de propriedade intelectual, o caso reforça a importância da gestão estratégica do ciclo de vida das patentes.

E o Mounjaro?

Diferente da semaglutida, a tirzepatida (Mounjaro) segue protegida no Brasil.

  • Depósito: junho de 2016
  • Expiração estimada: junho de 2036

Apesar de discussões sobre possível licenciamento compulsório, o cenário atual indica baixa probabilidade de quebra antecipada, considerando os requisitos legais brasileiros.

Visão estratégica

A transição da semaglutida para domínio público, em contraste com a proteção do Mounjaro, evidencia:

  • A importância do monitoramento de patentes
  • O impacto direto da PI na dinâmica de mercado
  • Oportunidades para entrada estratégica no pós-patente

A Tavares IP apoia empresas na análise estratégica de patentes no Brasil, identificando riscos, prazos e oportunidades de mercado.

Fale com nossa equipe e fortaleça sua estratégia de propriedade intelectual.

Acordo Mercosul–União Europeia avança: o que muda para comércio e propriedade intelectual
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Acordo Mercosul–União Europeia avança: o que muda para comércio e propriedade intelectual

O Congresso Nacional aprovou o acordo entre Mercosul e União Europeia, concluindo uma negociação iniciada há mais de duas décadas e abrindo caminho para a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

O tratado conecta mercados que somam cerca de 718 milhões de pessoas e um PIB estimado em US$ 22,4 trilhões, ampliando a integração econômica entre os blocos.

O que muda na prática

O acordo estabelece regras comuns para facilitar o comércio entre os países envolvidos, com foco em:

  • redução de barreiras comerciais
  • maior previsibilidade para empresas e investidores
  • ampliação do fluxo de bens e serviços

A medida também transfere ao Poder Executivo as próximas etapas de implementação no Brasil, enquanto a União Europeia ainda analisa pontos pendentes para adoção completa ou provisória.

Impactos para inovação e propriedade intelectual

A harmonização regulatória entre os blocos tende a impactar diretamente a área de propriedade intelectual, com possíveis efeitos como:

  • maior segurança jurídica em operações internacionais
  • estímulo à transferência de tecnologia
  • fortalecimento da proteção de ativos intangíveis

Para empresas que atuam globalmente, o acordo representa novas oportunidades estratégicas de proteção e exploração de direitos de propriedade intelectual em múltiplos mercados.

Para uma análise detalhada do impacto do acordo na propriedade intelectual, incluindo patentes, marcas registradas e indicações geográficas, leia nosso artigo completo.

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Projeto aprovado busca agilizar a concessão de patentes no Brasil

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou o Projeto de Lei nº 4.972/2019, que propõe mudanças relevantes para reduzir prazos e agilizar a análise de patentes no Brasil.

A iniciativa visa modernizar os procedimentos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e reduzir o acúmulo de pedidos.

Principais mudanças

O projeto prevê ajustes importantes no fluxo de análise:

  • redução do prazo de sigilo dos pedidos de patente de 18 para 12 meses
  • diminuição do prazo para solicitação de exame de 36 para 18 meses

Segundo o relator, Renan Calheiros, a proposta busca tornar o sistema mais eficiente e alinhado às demandas atuais de inovação.

Impactos para inovação e propriedade intelectual

As mudanças podem contribuir para:

  • acelerar a concessão de patentes
  • reduzir o backlog no INPI
  • aumentar a previsibilidade para empresas e investidores

A redução de prazos tende a tornar o ambiente brasileiro mais competitivo, favorecendo estratégias de proteção e exploração de ativos de propriedade intelectual.

Brasil e África do Sul
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Brasil e África do Sul ampliam cooperação em ciência e inovação

Brasil e África do Sul anunciaram novos avanços na cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação, com foco em pesquisa conjunta e desenvolvimento tecnológico.

O encontro entre autoridades dos dois países reforça uma parceria iniciada em 2003 e busca ampliar iniciativas em áreas estratégicas para inovação e sustentabilidade.

Áreas prioritárias

Entre os principais temas de cooperação destacam-se:

  • bioeconomia e biodiversidade
  • economia circular
  • pesquisa no Atlântico Sul
  • ecossistemas de inovação

Esses setores apresentam potencial para projetos de pesquisa aplicada e desenvolvimento de novas tecnologias.

Cooperação tecnológica

A agenda também inclui oportunidades de colaboração no setor espacial, envolvendo instituições como a Agência Espacial Brasileira e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Entre os possíveis projetos estão:

  • monitoramento ambiental por satélite
  • análise de dados geoespaciais
  • pesquisa científica aplicada

Impactos para inovação e propriedade intelectual

Parcerias internacionais de pesquisa frequentemente resultam em:

  • desenvolvimento de novas tecnologias
  • transferência de tecnologia
  • criação de ativos de propriedade intelectual

A ampliação da cooperação entre Brasil e África do Sul pode, portanto, gerar novas oportunidades de inovação e proteção de tecnologias desenvolvidas em colaboração internacional.

Patente do Ozempic está próxima de expirar: o que diz a lei brasileira
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A patente da semaglutida está próxima de expirar: o que diz a lei brasileira

A patente relacionada à semaglutida está próxima de expirar no Brasil, reacendendo discussões sobre o prazo de proteção patentária e o acesso a medicamentos.

Recentemente, a Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu não estender a vigência da patente, reforçando o entendimento de que a proteção deve seguir o prazo previsto na legislação brasileira.

Regra dos 20 anos para patentes

A legislação brasileira estabelece que patentes de invenção possuem prazo de 20 anos contados a partir do depósito do pedido no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

No caso da semaglutida, a empresa titular buscava uma extensão da proteção alegando demora administrativa na análise do pedido. No entanto, o entendimento do Judiciário segue a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADI 5.529, que afastou a possibilidade de extensões automáticas baseadas em atraso do INPI.

Segundo esse entendimento, prorrogações indefinidas podem afetar o acesso da população a medicamentos e o equilíbrio do sistema de saúde.

O que acontece após a expiração

Quando uma patente expira, a tecnologia protegida entra em domínio público, permitindo que outras empresas desenvolvam versões do medicamento.

Isso abre caminho para:

  • desenvolvimento de medicamentos genéricos ou similares

  • aumento da concorrência no mercado farmacêutico

  • possível redução de preços no longo prazo

No entanto, novos fabricantes ainda precisam cumprir processos regulatórios antes de lançar produtos no mercado.

Papel da regulação sanitária

Mesmo com o fim da proteção patentária, a comercialização de novos produtos depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Atualmente, restrições relacionadas à manipulação da semaglutida, que a substância possui registro como produto biotecnológico. A liberação de novos produtos dependerá do registro e avaliação regulatória de versões equivalentes.

Impactos para inovação e propriedade intelectual

Casos como o da semaglutida ilustram como o equilíbrio entre proteção patentária e acesso a medicamentos permanece um dos principais debates no campo da propriedade intelectual farmacêutica.

Ao mesmo tempo em que as patentes incentivam inovação e investimento em pesquisa, o término da proteção permite maior concorrência e ampliação do acesso a tratamentos.

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Copa do Mundo Feminina 2027: proteção de marcas, patentes e novos desafios regulatórios

A realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil mobiliza não apenas investimentos em infraestrutura e organização, mas também um movimento estratégico no campo da propriedade intelectual.

Com a edição da Medida Provisória 1.335/2026 e a criação de um regime especial pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o país estabelece mecanismos acelerados para proteger marcas, desenhos industriais e outros ativos ligados ao torneio, com o objetivo de coibir a pirataria e garantir os direitos comerciais do evento.

Fast track para marcas e desenhos industriais

Na prática, o novo regime introduz um sistema de tramitação prioritária para ativos relacionados à competição, incluindo:

  • Exame acelerado de pedidos de marcas;
  • Prioridade na análise de desenhos industriais;
  • Redução de prazos recursais.

A lógica segue o modelo adotado na Copa do Mundo de 2014, mas agora em um cenário em que o INPI opera com prazos mais próximos dos padrões internacionais.

O objetivo central é claro: assegurar exclusividade e evitar práticas de concorrência desleal, especialmente em um contexto de alta exposição midiática e comercial.

Ampliação da proteção: além das marcas

A nova medida vai além da proteção tradicional e amplia o escopo de ativos protegidos.

Entre os principais pontos, destacam-se:

  • Reconhecimento automático de marcas de alto renome ligadas ao evento;
  • Rejeição preventiva de nomes de domínio que reproduzam marcas oficiais;
  • Criação de direitos exclusivos sobre “dados de eventos”;
  • Expansão do fast track para patentes e desenhos industriais.

Esse último ponto chama a atenção: embora não haja histórico relevante de patentes associadas a eventos esportivos, a inclusão desse mecanismo abre espaço para a proteção acelerada de tecnologias eventualmente vinculadas à competição.

Direitos de marketing e exclusividade comercial

A Medida Provisória também introduz uma definição ampla de “direitos de marketing”, abrangendo:

  • Publicidade e patrocínio;
  • Hospitalidade e turismo;
  • Conteúdo digital e e-sports;
  • Comercialização e experiências associadas ao evento.

Além disso, prevê a criação de áreas de exclusividade comercial no entorno dos estádios, restringindo a atuação de empresas não patrocinadoras, medida comum em megaeventos, mas ainda pouco consolidada na legislação permanente no Brasil.

Novos ativos: dados e conteúdo digital

Um dos pontos mais inovadores e sensíveis é a inclusão de “dados de eventos” como ativos protegidos.

Essa previsão pode impactar diretamente setores como:

  • Apostas esportivas;
  • Plataformas digitais;
  • Veículos de mídia.

A exclusividade sobre os dados e o controle mais rígido sobre o uso de imagens (como os “melhores momentos” das partidas) reforçam o domínio da entidade organizadora sobre a exploração econômica do evento, especialmente no ambiente digital.

Mercosul–União Europeia: impactos na proteção de patentes
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Mercosul–União Europeia: impactos na proteção de patentes

A recente aprovação, pela Câmara dos Deputados do Brasil, do acordo comercial provisório entre Mercosul e União Europeia representa um avanço relevante nas relações comerciais entre os blocos, com impactos diretos sobre propriedade intelectual, especialmente no campo das patentes, marcas e indicações geográficas.

Embora o acordo aborde diversos setores estratégicos, como minerais e indústria automotiva, um dos pontos mais sensíveis está na consolidação de diretrizes relacionadas à proteção de ativos intangíveis.

Proteção de patentes e alinhamento internacional

No âmbito das patentes, o acordo reafirma o compromisso das partes com o Acordo TRIPS, mantendo os padrões já estabelecidos no sistema internacional de propriedade intelectual.

Na prática, isso significa que:

  • O Brasil preserva sua flexibilidade regulatória, especialmente em temas sensíveis como saúde pública;

  • Permanece a possibilidade de licenciamento compulsório;

  • A legislação nacional continua permitindo políticas voltadas à promoção de medicamentos genéricos.

Esse ponto é estratégico, pois evita um endurecimento do sistema de patentes que poderia impactar o acesso a tratamentos e a competitividade da indústria farmacêutica.

Indicações geográficas e proteção internacional

Um dos avanços mais concretos do acordo está na ampliação da proteção às indicações geográficas (IGs).

O texto prevê:

  • Reconhecimento mútuo entre Mercosul e União Europeia;
  • Proteção direta no território europeu, sem necessidade de novos registros locais;
  • Salvaguardas para produtores que já utilizavam termos tradicionalmente associados a IGs europeias.

Entre os produtos brasileiros beneficiados, destacam-se:

  • Cachaça
  • Queijo Canastra
  • Café do Cerrado Mineiro
  • Vinhos de Farroupilha
  • Cacau de Linhares
  • Mel do Pantanal

Esse movimento fortalece a presença internacional de produtos brasileiros e amplia seu valor agregado no mercado global.

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