Copa do Mundo 2026: a propriedade intelectual por trás dos megaeventos esportivos
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Copa do Mundo 2026: a propriedade intelectual por trás dos megaeventos esportivos

Hoje (dia 11 de junho) começa a Copa do Mundo da FIFA 2026, um dos maiores eventos esportivos do planeta.

Mas, além da competição em campo, existe uma disputa bilionária fora dele: a proteção e exploração de ativos de propriedade intelectual.

Megaeventos como a Copa movimentam:

  • Direitos de transmissão
  • Patrocínios globais
  • Licenciamento de marcas
  • Direitos de imagem de atletas

Propriedade intelectual como base do modelo de negócios

Eventos esportivos dessa magnitude dependem fortemente de ativos intangíveis.

Entre os principais elementos protegidos estão:

  • Marcas oficiais e logotipos
  • Símbolos e emblemas
  • Conteúdo audiovisual (direitos autorais)
  • Imagem de atletas e seleções

A exploração econômica desses ativos sustenta toda a cadeia de valor do evento.

O papel da legislação brasileira

O Brasil desenvolveu, ao longo dos anos, um arcabouço robusto para proteger a propriedade intelectual no esporte.

Principais normas aplicáveis:

  • Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/96)
  • Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98)
  • Lei Pelé (Lei nº 9.615/98)

A Lei Pelé, por exemplo:

  • Protege símbolos esportivos
  • Garante direitos sobre nome e apelido de atletas
  • Regula o direito de imagem (licenciável por contrato)

Regimes especiais para grandes eventos

O Brasil já adotou legislações específicas para megaeventos, como:

  • Lei Geral da Copa (2012)
  • Lei Geral das Olimpíadas (2016)

Essas normas trouxeram medidas como:

  • Reconhecimento de alto renome de marcas
  • Tramitação prioritária de registros no INPI
  • Criminalização do uso indevido de símbolos

Marketing de emboscada: um dos maiores riscos

Um dos principais desafios jurídicos em eventos esportivos é o marketing de emboscada, que pode ocorrer de duas formas:

  • Associação indevida: sugerir vínculo com o evento sem autorização
  • Intrusão: exposição não autorizada no ambiente do evento

A legislação brasileira tipifica essas práticas como ilícitas, protegendo patrocinadores oficiais.

O cenário para a Copa de 2026

Diferentemente do Brasil em 2014, Estados Unidos, Canadá e México não adotaram, até o momento, regimes legais específicos para a Copa de 2026.

Ainda assim, os desafios permanecem:

  • Proteger marcas oficiais
  • Evitar uso indevido de símbolos
  • Garantir exclusividade a patrocinadores
  • Proteger direitos de imagem

Lei Geral do Esporte: o marco mais recente

A Lei nº 14.597/2023 consolidou avanços importantes ao:

  • Criminalizar o uso indevido de marcas e símbolos esportivos
  • Penalizar comercialização de produtos não autorizados
  • Regulamentar o marketing de emboscada

A Copa do Mundo reforça que a propriedade intelectual é um dos principais ativos em eventos globais.

Para empresas, patrocinadores e titulares de direitos, proteger e gerenciar esses ativos é essencial para capturar valor e mitigar riscos.

A Tavares IP auxilia empresas na proteção e exploração estratégica de ativos de propriedade intelectual em mercados globais. Entre em contato para estruturar sua estratégia.

INPI lança Guias Rápidos para simplificar pedidos de patente no Brasil
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INPI lança Guias Rápidos para simplificar pedidos de patente no Brasil

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) lançou uma nova página de Guias Rápidos de Patentes, com o objetivo de tornar mais acessível e intuitivo o processo de depósito e acompanhamento de pedidos no Brasil.

A iniciativa centraliza, em um único ambiente digital:

  • Orientações sobre cada etapa do processo de patente
  • Links para sistemas oficiais do INPI
  • Acesso à legislação e normas aplicáveis
  • Bases de busca nacionais e internacionais

Mais clareza ao longo do ciclo de vida da patente

Os Guias Rápidos foram estruturados para apoiar usuários em todas as fases do procedimento, incluindo:

  • Depósito de patente
  • Exame formal preliminar
  • Requerimento de exame técnico
  • Cumprimento de exigências técnicas
  • Expedição da carta patente

Além disso, o conteúdo aborda:

  • Procedimentos facultativos (transferência, alterações, opinião preliminar)
  • Situações excepcionais no trâmite
  • Interações com sistemas digitais

Digitalização e melhoria da experiência do usuário

A substituição dos antigos guias em PDF por páginas web estruturadas representa um avanço relevante:

  • Navegação mais intuitiva
  • Integração com sistemas como e-Patentes e peticionamento eletrônico
  • Acesso direto à GRU e demais serviços
  • Possibilidade de recursos interativos

Essa transformação está alinhada às melhores práticas internacionais de escritórios de propriedade intelectual.

Impacto para empresas e investidores internacionais

Para empresas estrangeiras interessadas no mercado brasileiro, a iniciativa traz benefícios importantes:

  • Redução de barreiras operacionais
  • Maior transparência nos procedimentos
  • Facilidade na condução de pedidos de patente
  • Melhor previsibilidade no sistema de PI

Isso contribui para tornar o Brasil um ambiente mais acessível e competitivo para inovação.

Propriedade intelectual como facilitadora de negócios

A modernização do acesso à informação reforça o papel estratégico da propriedade intelectual:

  • Apoia decisões mais rápidas e informadas
  • Reduz riscos operacionais
  • Aumenta a eficiência na gestão de ativos
  • Incentiva a entrada de novos players no mercado

Visite a página dos Novos Guias Rápidos para descobrir o conteúdo disponível.

A Tavares IP oferece suporte completo para depósito e gestão de patentes no Brasil. Entre em contato e simplifique sua estratégia de proteção.

Acordo UE–Mercosul fortalece Indicações Geográficas brasileiras no cenário internacional
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Acordo UE–Mercosul fortalece Indicações Geográficas brasileiras no cenário internacional

O acordo entre Mercosul e União Europeia, em vigor provisório desde maio, representa um marco relevante para a valorização de produtos brasileiros protegidos por Indicação Geográfica (IG).

Atualmente, o Brasil conta com:

  • 150 IGs nacionais reconhecidas
  • 119 Indicações de Procedência (IP)
  • 31 Denominações de Origem (DO)
  • 161 IGs registradas considerando também as estrangeiras

Esse cenário demonstra um crescimento consistente na utilização desse ativo estratégico de propriedade intelectual.

Impacto do acordo na proteção internacional

O tratado amplia a proteção jurídica das IGs brasileiras no mercado europeu, trazendo benefícios relevantes:

  • Redução do uso indevido de nomes geográficos por terceiros
  • Maior segurança jurídica para exportação
  • Reconhecimento internacional de produtos regionais
  • Fortalecimento da reputação e autenticidade

Produtos como cafés, queijos, vinhos, mel e cachaça tendem a se beneficiar diretamente desse novo ambiente regulatório.

IGs como estratégia de valorização e diferenciação

As Indicações Geográficas desempenham um papel estratégico ao:

  • Associar qualidade e reputação à origem territorial
  • Preservar o know-how local
  • Criar barreiras competitivas no mercado global
  • Impulsionar cadeias produtivas regionais

Além disso, quando combinadas com marcas registradas, permitem que produtores:

  • Desenvolvam identidade própria
  • Diferenciem seus produtos dentro do mesmo território
  • Expandam estratégias comerciais de longo prazo

Desafios para acesso efetivo ao mercado europeu

Apesar do avanço regulatório, o sucesso comercial depende de fatores adicionais:

  • Capacidade produtiva consistente
  • Padronização de qualidade
  • Organização dos produtores locais
  • Adequação a requisitos técnicos e sanitários da UE

Ou seja, o acordo cria oportunidades — mas sua captura depende de estratégia e execução.

Reflexos regulatórios e novas oportunidades

O impacto dos acordos internacionais vai além do comércio exterior:

  • Estimula novos registros de IG no Brasil
  • Influencia políticas públicas
  • Fortalece o ecossistema de inovação regional
  • Serve como base para futuras negociações (como com a EFTA)

Além disso, as IGs contribuem para:

  • Desenvolvimento territorial
  • Turismo rural
  • Expansão de negócios locais

O acordo UE–Mercosul reforça o papel da propriedade intelectual como ferramenta estratégica para internacionalização.

As Indicações Geográficas deixam de ser apenas um selo de origem e passam a ser um ativo competitivo global.

Na Tavares IP, apoiamos empresas e associações na proteção, gestão e internacionalização de ativos de propriedade intelectual. Entre em contato para estruturar sua estratégia de IG e expansão global.