Entrou em vigor a adesão do Brasil ao Tratado de Budapeste sobre o Reconhecimento Internacional do Depósito de Microrganismos para Efeitos de Procedimento em Matéria de Patentes, por meio do Decreto nº 13.011/2026, publicado no Diário Oficial da União.

A medida representa um avanço relevante para o ecossistema de inovação, especialmente em setores como biotecnologia, farmacêutico e agronegócio.

O que muda na prática?

O Tratado permite que o depósito de microrganismos realizado em uma única instituição reconhecida internacionalmente seja válido em todos os países signatários.

Na prática, isso significa:

  • Eliminação da necessidade de múltiplos depósitos em diferentes países
  • Redução de custos operacionais
  • Simplificação de procedimentos
  • Maior previsibilidade no processo de patente

Mais eficiência e segurança jurídica

A adesão brasileira foi motivada por três fatores principais:

  • Simplificação do depósito de material biológico
  • Redução de custos em estratégias internacionais de patenteamento
  • Aumento da segurança jurídica para depositantes

O sistema unificado traz maior confiabilidade ao reconhecimento e fornecimento de amostras, fortalecendo a proteção de invenções complexas.

Procedimentos no INPI permanecem inalterados

De acordo com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, não haverá mudanças nos procedimentos atuais para depósito de patentes envolvendo material biológico no Brasil.

Atualmente, o país já reconhece depósitos realizados em Autoridades Internacionais Depositárias (IDAs) no exterior.

Oportunidade para instituições brasileiras

Com a adesão, o Brasil passa a poder pleitear junto à Organização Mundial da Propriedade Intelectual o reconhecimento de instituições nacionais como IDAs.

Organizações como:

  • Embrapa
  • Fiocruz

já se movimentam para obter essa certificação.

Quando isso ocorrer, empresas e pesquisadores brasileiros poderão realizar depósitos no próprio país, eliminando custos logísticos e barreiras operacionais.

Impacto para empresas internacionais

Para empresas estrangeiras, a adesão do Brasil ao Tratado de Budapeste representa:

  • Maior alinhamento do Brasil aos padrões internacionais de PI
  • Redução de complexidade em estratégias globais de patente
  • Ambiente mais favorável para inovação em biotecnologia
  • Aumento da segurança jurídica em mercados emergentes

A entrada do Brasil no Tratado de Budapeste reforça sua integração ao sistema internacional de propriedade intelectual e cria condições mais favoráveis para proteção de invenções biotecnológicas.

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