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Quando a Patente Desfila: IA e Robôs no Carnaval

Como a inovação tecnológica ganhou a avenida e o que isso revela sobre o futuro da integração entre cultura e tecnologia

O Carnaval brasileiro é reconhecido como uma das maiores manifestações culturais do mundo, projetando o Brasil no cenário internacional e reunindo milhões de pessoas. Além do espetáculo artístico marcado por desfiles de escolas de samba, blocos de rua e trios elétricos, o evento movimenta bilhões de reais, impulsionando setores como turismo, hotelaria, transporte e economia criativa. Sua importância global vai além da dimensão financeira: o Carnaval funciona como vitrine cultural do país, articulando tradição, inovação, crítica social e identidade popular.

Tecnologia na Passarela do Samba

Utilizar passarelas para expor invenções e tendências não é algo incomum, mas levar robôs à “Passarela do Samba” em pleno desfile foi uma atitude ousada e inovadora por parte da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel em 2025, com o enredo “Voltando para o futuro – Não há limites pra sonhar”. Embalada pelo tema retrofuturista, a comissão de frente trouxe tecnologia de ponta ao integrar, a um desfile protagonizado por dançarinos humanos, um robô humanoide que caminhava e acenava para o público, além de dois cães-robôs que “faziam festa” na avenida.

A utilização da dualidade humano versus máquina e passado versus futuro remete a um tema que questiona o avanço desenfreado da inteligência artificial e da tecnologia, contrapondo com a necessidade de preservar o meio ambiente. O verde da escola aparece como símbolo de esperança e denúncia da degradação da natureza.

Fonte: PurePeople

Além do espetáculo: uma mensagem de colaboração

Mais que uma simples homenagem ao progresso tecnológico, o desfile explorou poeticamente a relação entre passado, presente e futuro, destacando como o universo, as estrelas e a própria evolução humana sempre nos inspiraram a sonhar mais alto e transformar o mundo ao nosso redor. O foco do desfile foi utilizar uma mensagem de esperança: a criatividade humana, representada pela escola de samba, pode superar dificuldades e construir um futuro brilhante através da parceria entre humanos e máquinas.

É necessário chamar atenção para o fato de que o futuro está na colaboração inteligente. A IA traz ideias ousadas e soluções práticas, potencializando capacidades que, somadas ao conhecimento humano, podem aperfeiçoar grandes áreas, ampliando a capacidade técnica e gerando aumento de produtividade.

Fonte: CNN Brasil

Patentes em destaque

Exemplos de tecnologias patenteadas de robôs quadrúpedes semelhantes àqueles apresentados na avenida são:

US 10,940,582 B2 (Leg power system structure of electrically driven four-legged robot): Um robô quadrúpede com design de perna exclusivo e conjuntos de motores independentes para cada perna, permitindo maior flexibilidade e adaptabilidade de movimento.

Fonte: US 10,940,582 B2

US 12,411,198 B2 (Robot accompaniment device and four-legged robot using the same): Um dispositivo de acompanhamento robótico que permite que o robô rastreie e siga com precisão uma pessoa ou objeto, aprimorando sua capacidade de auxiliar em diversas tarefas.

Fonte: US 12,411,198 B2

Carnaval 2026: IA ressuscita vozes do samba

Se em 2025 a Mocidade trouxe robôs físicos à avenida, o Carnaval 2026 promete aprofundar ainda mais a relação entre tecnologia e tradição. A Unidos do Viradouro inovou ao utilizar inteligência artificial para recriar a voz do lendário intérprete Dominguinhos do Estácio no samba-enredo que representará a agremiação, marcando a primeira aplicação desta tecnologia em uma composição carnavalesca.

Dominguinhos, que faleceu em 2021 aos 79 anos e defendeu a Viradouro em 11 carnavais, teve sua voz digitalmente recriada para o enredo “Pra Cima, Ciça”, uma homenagem ao mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto. A ideia surgiu após o comercial de 2023 que reuniu digitalmente Elis Regina e Maria Rita.

O que vem a seguir?

Como dizia Lavoisier, “Nada se cria, tudo se transforma”, e no popular adaptamos para “Nada se cria, tudo se copia”. O questionamento que surge é: será que podemos esperar mais patentes no desfile de 2026? Ao levar tecnologia patenteada para o palco mais democrático e popular do Brasil, a Mocidade não apenas inovou: estabeleceu um precedente.

O Carnaval do futuro já começou!

Escrito por: Caroline Golfeto, Adriani Lima e Larissa Veras

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Turismo em alta no Brasil fortalece marcas nacionais e reforça a importância da proteção marcária

O crescimento do turismo no Brasil tem ampliado significativamente a visibilidade de marcas nacionais, especialmente aquelas ligadas a produtos regionais, experiências culturais e economia criativa. De artesanato e alimentos típicos a cosméticos naturais e moda autoral, marcas brasileiras vêm se tornando parte da experiência turística — e, consequentemente, ganhando circulação para além de seus mercados de origem.

Esse movimento representa uma oportunidade estratégica para empresas que desejam consolidar sua identidade e expandir sua presença nacional e internacional. No entanto, o aumento da exposição também traz riscos relevantes relacionados à proteção de marcas e outros ativos de propriedade intelectual.

À medida que produtos locais passam a circular em diferentes regiões e até fora do país, crescem os casos de uso indevido de marcas, cópias de embalagens, concorrência desleal e tentativas de registro por terceiros. Negócios que operam sem uma estratégia adequada de proteção podem enfrentar obstáculos sérios justamente no momento de expansão.

O turismo também intensifica a valorização da autenticidade. Visitantes — especialmente estrangeiros — buscam produtos que representem a identidade cultural brasileira, o que aumenta o valor econômico das marcas associadas à origem, à tradição e à inovação local. Nesse contexto, o registro de marca no INPI, a proteção de elementos distintivos e o monitoramento do uso da marca tornam-se medidas essenciais.

Para empresas que atuam em mercados turísticos, crescer de forma sustentável significa alinhar visibilidade, estratégia comercial e segurança jurídica. A marca, quando devidamente protegida, deixa de ser apenas um sinal distintivo e passa a ser um ativo estratégico capaz de sustentar a expansão e preservar valor no longo prazo.

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A Proteção da Criação Humana

A Inteligência Artificial (IA) mudou a forma como criamos e consumimos conteúdo, e isso gerou grandes desafios para as leis de direitos autorais. Com a IA criando textos, músicas e imagens, precisamos discutir quem é o autor, o que é original e como proteger legalmente essas obras. É urgente adaptar nossas leis para garantir que os criadores humanos sejam justamente pagos, que as obras originais sejam protegidas e que a IA seja usada de forma ética.

Direitos Autorais no Mundo Digital

Os direitos autorais sempre existiram para proteger a criatividade humana e incentivar a cultura. Mas a IA traz novas perguntas:

  • O que torna uma obra “original” se ela é feita por algoritmos?
  • Quem é o autor de algo criado por uma máquina?
  • Como protegemos os direitos de quem fornece os dados para esses sistemas?

A legislação atual, incluindo a Lei de Direitos Autorais brasileira (Lei 9.610/98), ainda não tem todas as respostas. Nossa lei protege criações do “espírito humano”, o que é um desafio com a IA.

Fair Use e o Uso de Obras Protegidas

Um grande debate é sobre o uso de obras protegidas para treinar inteligências artificiais. Empresas de tecnologia e detentores de direitos autorais estão em conflito. A IA frequentemente usa milhões de obras sem licença, alegando “fair use” (uso justo). Mas até que ponto isso é justo e legal?

A União Europeia já está agindo, exigindo mais transparência no uso de dados protegidos. O Brasil precisa seguir esse caminho.

Música e Royalties

A IA está transformando a música, e isso afeta como os artistas são pagos em serviços como Spotify e Apple Music. Artistas recebem royalties com base no número de reproduções, e agora músicas criadas por IA estão competindo por esses streams.

A grande questão é: quem tem os direitos autorais e quem recebe os royalties de músicas criadas por IA? Se um algoritmo cria a música, quem é o artista? A IA? O programador? A empresa que a desenvolveu? As plataformas ainda estão se adaptando para encontrar formas justas de pagar a “autoria”, combater fraudes, e evitar concorrência desleal ou muito conteúdo de baixa qualidade musical.

Quem é o Dono da Obra Criada por IA?

Quando uma IA cria uma música, um texto ou uma imagem, de quem são os direitos? Existem quatro modelos em discussão:

  • Antropocêntrico: Somente humanos podem ser autores.
  • Centrado no Titular: A empresa dona da IA detém os direitos.
  • Tecnocêntrico: A IA é considerada a autora (ainda não aceito legalmente).
  • Híbrido: Uma combinação dos direitos do programador, do usuário e talvez da IA.

Contudo, parece haver um consenso de que obras 100% geradas por IA não podem ser protegidas. Mas precisamos definir limites claros para quando há intervenção humana.

O consumidor que, sem saber, escuta uma banda que não existe no mundo real, sendo levado a crer que se trata de uma criação humana genuína, merece proteção. O público precisa saber que jamais irá num show destas bandas, jamais tirarão fotos ao lado destes cantores imaginários. Nesses casos, a falta de transparência sobre a origem da obra pode levar a um engano, comprometendo a própria percepção de autoria e originalidade. É fundamental que as regulamentações garantam a clareza sobre a participação da IA na criação musical, permitindo que o público faça escolhas informadas e protegendo-o de práticas que desvalorizem o trabalho artístico humano.

O Futuro dos Direitos Autorais com a IA

A IA veio para ficar, e sua relação com os direitos autorais precisa ser equilibrada. Precisamos de leis que protejam os criadores humanos do uso não autorizado de suas obras (mesmo como inspiração para a IA).

Eu temo que isso possa alavancar e avançar sobre outras formas de artes como autoria de livros, novelas, séries e filmes nos quais os autores e atores sejam criados apenas por IA.

Acho que temos que criar regulamentação inovadora, garantindo que a tecnologia avance sem desvalorizar o trabalho intelectual humano. Talvez a criatividade automatizada possa se tornar uma nova era fundamentada na colaboração entre humanos e máquinas, mas tudo tem que ser feito com justiça e equilíbrio.

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Dia Mundial da Propriedade Intelectual: Saiba porque hoje é comemorada essa data.

Em 2000, os Estados membros da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) estabeleceram uma data significativa em nossos calendários: o dia 26 de abril. Esta escolha não foi aleatória; marca o dia em que, em 1970, a Convenção da OMPI entrou em vigor, dando origem ao que hoje celebramos como o Dia Mundial da Propriedade Intelectual. O propósito por trás desta designação é nobre: promover uma compreensão mais ampla e profunda sobre a importância da propriedade intelectual (PI) em nosso mundo contemporâneo.

À medida que observamos este dia comemorativo, é oportuno refletir sobre o papel crucial que a PI desempenha tanto no cenário artístico global quanto no avanço da inovação tecnológica em todo o mundo.

A PI vai muito além de meramente proteger ideias; é um pilar essencial para o florescimento da criatividade. No domínio das artes, a proteção oferecida pela propriedade intelectual aos direitos dos criadores não só estimula a produção de novas obras, mas também garante que os artistas sejam justamente reconhecidos e recompensados pelo seu talento. Seja na música, na literatura, no cinema ou nas artes visuais, a propriedade intelectual é fundamental.

Além disso, a PI desempenha um papel vital como catalisadora da inovação tecnológica. Ao proteger as descobertas e criações de engenheiros, cientistas e inventores, ela não apenas fomenta o progresso, mas também impulsiona o avanço da sociedade como um todo. Das patentes que impulsionam os avanços na medicina às marcas registradas que moldam a paisagem empresarial, a PI serve como um motor essencial para a nossa jornada em direção a um futuro mais promissor.

Portanto, neste Dia Mundial da Propriedade Intelectual, é imperativo não apenas celebrar as realizações do passado, mas também reconhecer a importância contínua da PI na moldagem do mundo contemporâneo. É uma oportunidade para prestar homenagem aos criadores, inovadores e a todos aqueles que contribuem para enriquecer nosso mundo com sua criatividade e impulsionar o progresso da humanidade.

Feliz Dia Mundial da Propriedade Intelectual!