A Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996) completa 30 anos em 2026 como um dos principais marcos da modernização econômica e jurídica do Brasil. Ao longo dessas três décadas, a legislação desempenhou papel fundamental na construção de um ambiente mais seguro para inovação, investimentos e transferência de tecnologia.

Mais do que uma data comemorativa, o momento convida à reflexão sobre a evolução do sistema de propriedade industrial e sobre os desafios impostos por uma economia cada vez mais digital e baseada no conhecimento.

Um marco para inovação e segurança jurídica

Quando foi promulgada, a LPI alinhou o Brasil às melhores práticas internacionais, estabelecendo regras modernas para:

  • Patentes
  • Marcas
  • Desenhos industriais
  • Indicações geográficas

Esse novo arcabouço jurídico contribuiu para aumentar a previsibilidade regulatória, estimular investimentos em pesquisa e desenvolvimento e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras.

Além disso, a legislação impulsionou o desenvolvimento institucional, incluindo a criação de varas especializadas e a consolidação de uma jurisprudência mais robusta em propriedade intelectual.

Evolução do INPI e do sistema de PI

Ao longo dos anos, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) acompanhou essa evolução, promovendo avanços importantes como:

  • Digitalização de processos;
  • Modernização de sistemas de busca e exame;
  • Ampliação da cooperação internacional;
  • Redução do uso de papel e aumento da eficiência administrativa.

Esses avanços contribuíram para tornar o sistema brasileiro mais acessível e alinhado a padrões globais, embora desafios estruturais ainda persistam.

Novos desafios: economia digital e inteligência artificial

A LPI foi concebida em um contexto anterior à economia digital. Hoje, novas tecnologias desafiam conceitos tradicionais da propriedade industrial, incluindo:

  • Inteligência artificial;
  • Biotecnologia;
  • Ativos digitais;
  • Plataformas globais.

O entendimento atual do INPI, por exemplo, é de que invenções geradas exclusivamente por inteligência artificial não são passíveis de proteção patentária — um tema que continua em evolução no cenário internacional.

Ao mesmo tempo, essas tecnologias levantam questões relevantes sobre autoria, titularidade e uso de ativos intangíveis em ambientes digitais.

Oportunidade de diálogo e modernização

Diante desse cenário, o INPI e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) promovem, ao longo de 2026, um diálogo com a sociedade para discutir possíveis aperfeiçoamentos na LPI.

A iniciativa busca reunir contribuições de empresas, universidades, pesquisadores e profissionais da área, com o objetivo de construir um sistema mais preparado para os desafios futuros.

Implicações para empresas e investidores internacionais

Para empresas estrangeiras, os 30 anos da LPI evidenciam:

  • A maturidade do sistema brasileiro de propriedade industrial;
  • O compromisso com segurança jurídica e previsibilidade;
  • A abertura para evolução regulatória frente a novas tecnologias.

Esse ambiente é essencial para decisões estratégicas envolvendo inovação, transferência de tecnologia e expansão de negócios no Brasil.

Como a Tavares IP pode apoiar

A evolução constante do sistema de propriedade industrial exige acompanhamento especializado e visão estratégica.

A Tavares IP assessora empresas nacionais e internacionais na proteção, gestão e valorização de ativos intangíveis no Brasil, acompanhando de perto as mudanças regulatórias e suas implicações práticas.

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