O crescimento do turismo no Brasil tem ampliado significativamente a visibilidade de marcas nacionais, especialmente aquelas ligadas a produtos regionais, experiências culturais e economia criativa. De artesanato e alimentos típicos a cosméticos naturais e moda autoral, marcas brasileiras vêm se tornando parte da experiência turística — e, consequentemente, ganhando circulação para além de seus mercados de origem.

Esse movimento representa uma oportunidade estratégica para empresas que desejam consolidar sua identidade e expandir sua presença nacional e internacional. No entanto, o aumento da exposição também traz riscos relevantes relacionados à proteção de marcas e outros ativos de propriedade intelectual.

À medida que produtos locais passam a circular em diferentes regiões e até fora do país, crescem os casos de uso indevido de marcas, cópias de embalagens, concorrência desleal e tentativas de registro por terceiros. Negócios que operam sem uma estratégia adequada de proteção podem enfrentar obstáculos sérios justamente no momento de expansão.

O turismo também intensifica a valorização da autenticidade. Visitantes — especialmente estrangeiros — buscam produtos que representem a identidade cultural brasileira, o que aumenta o valor econômico das marcas associadas à origem, à tradição e à inovação local. Nesse contexto, o registro de marca no INPI, a proteção de elementos distintivos e o monitoramento do uso da marca tornam-se medidas essenciais.

Para empresas que atuam em mercados turísticos, crescer de forma sustentável significa alinhar visibilidade, estratégia comercial e segurança jurídica. A marca, quando devidamente protegida, deixa de ser apenas um sinal distintivo e passa a ser um ativo estratégico capaz de sustentar a expansão e preservar valor no longo prazo.