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Entenda o impacto do uso da maconha medicinal na vida de quem depende de tratamentos caros

Esta semana, numa decisão inédita, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça permitiu que três brasileiros plantem maconha para fins medicinais.

Para mostrar o impacto dessa decisão na vida de quem depende de tratamentos caríssimos – e agora pode ser autorizado a produzir o próprio medicamento em casa –, confira a conversa com pesquisadores e com um dos pacientes que receberam essa autorização.

Uma plantinha de maconha que vai ficar grande, dar flor e será transformada nesse extrato. É assim toda a produção controlada por um jovem de 27 anos que mora em Sorocaba, interior de São Paulo.

“Escolhi não aparecer porque ainda existe muito preconceito. Eu não estou fazendo nada de errado”, disse o paciente, que pediu para não ser identificado.

E ele não está cometendo nenhum crime, mesmo. Está autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça. É que até agora, os habeas corpus – as autorizações para o plantio – só haviam sido emitidos por instâncias inferiores, nunca pelo STJ, que é uma corte federal. Mas os ministros da 6ª Turma foram unânimes na decisão da última terça-feira (14).

O jovem de Sorocaba já tinha pedido autorização para plantar na Justiça municipal e na estadual, mas sem sucesso. Além desse caso, os ministros da 6ª Turma do STJ também deram permissão para uma mulher e o sobrinho dela cultivarem maconha para fins medicinais. Ele trata transtornos psiquiátricos.

“Eu tomo remédio desde os 12 anos de idade. Qualquer coisa era motivo para ansiedade. Eu tinha uma depressão muito, muito intensa”, disse ele, que conheceu a maconha medicinal pela mãe.
A mãe, por sua vez, resolveu fazer um curso.

“Eu tinha certo preconceito, mas aí você aprende no curso que o que você está tomando é um medicamento”, conta.

Repórter: E hoje, como é que você está?
Paciente: Há quase dois anos que eu não sei o que é ter uma crise de ansiedade.

Quem receitou substâncias da maconha para os três pacientes foi a Dra. Eliane Nunes, psiquiatra e fundadora da Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis Sativa. Ela e um grupo de advogados ajudaram a montar os processos judiciais dos pacientes autorizados pelo STJ a plantar em casa.

“Nós queremos o direito de todos os pacientes plantarem. O que nós não temos aqui no Brasil é a regulamentação desse Cultivo doméstico”, diz Eliane.

Hoje, existem cinco associações com habeas corpus para plantio e produção no Brasil. E não existe um número exato de famílias autorizadas a cultivar para o uso medicinal.

Também é possível importar ou comprar em farmácias medicamentos feitos com substâncias retiradas da planta. Só que tem muita gente que quer cultivar e fazer seu próprio óleo por causa do preço alto.

O plantio de cannabis sativa aparece em 33 propostas que tramitam hoje na Câmara dos Deputados. No Senado, existem três projetos que tratam da regulamentação do cultivo, colheita e do uso medicinal.

Fonte: G1

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Cannabis medicinal: importação cresce 15 vezes em 5 anos e farmácias podem vender 18 produtos

“Ouvi meu filho falar ‘eu te amo’ pela primeira vez aos 8 anos de idade”, conta Priscila Guterres Moraes, de 41 anos, a mãe do Levi. Prematuro, autista e incapaz de se expressar sozinho, a mãe conta que o menino encontrou novas “conexões cerebrais” que destravaram sua fala depois de receber as substâncias derivadas da maconha.

A conquista de valor incalculável para os pais é reflexo da luta pela liberação da cannabis medicinal intensificada desde 2010 no Brasil: a autorização de importação do produto que garante nova vida do filho de Priscila foi uma entre as mais de 70 mil já concedidas desde 2015.

Um número ainda inferior ao potencial dos medicamentos, segundo especialistas, mas que já representa um aumento de 15 vezes nas importações em 5 anos. Um mercado em expansão que promete tratar mais de 20 diferentes condições médicas e que já tem 18 produtos com autorização para venda em farmácias do país.

Levi, o filho de Priscila, tem hoje quase 10 anos. Depois de tantas consultas, a própria mãe explica de forma simplificada o que o CBD (canabidiol), uma das substâncias da cannabis, provocou no filho: “[Ele tinha uma condição cerebral] como se fossem fios desconectados… Parece que [com o CBD] as conexões se encontraram, os fiozinhos se encontraram”, afirma Priscila.

Relacionada direta ou indiretamente a esse sistema está uma lista de condições, transtornos ou doenças descritas em diferentes estudos com derivados da maconha. Estão no holofote da ciência e, inclusive, do mercado farmacêutico internacional: epilepsia refratária, esclerose múltipla, TEA, Parkinson, Alzheimer e até doenças mentais como depressão e ansiedade.

Fonte: G1

Cannabis: Brazil approves the first drug with THC content above 0.2%
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Cannabis: ANVISA aprova primeiro remédio com teor de THC acima de 0,2%

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o uso e comercialização no Brasil do primeiro produto derivado de cannabis medicinal com concentração de THC acima de 0,2%. Trata-se do Extrato de Cannabis sativa GreenCare (160,32 mg/ml). Este é o 16º produto à base de cannabis aprovado pela ANVISA.

A autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (9/5). O fitoterápico será oferecido em forma de solução, com 20 mg/ml de canabidiol (CBD) e cerca de 0,2% de tetrahidrocanabinol (THC).

Até então, a ANVISA aprovava apenas a comercialização de produtos com THC residual (até 0,2%). A nova regulamentação autoriza um marcador ativo, com sua função prevista.

“A diferença nas concentrações é importante, pois possibilita alternativas terapêuticas diferenciadas para o atendimento, considerando a diversidade de indicações e perfis de pacientes”, explica o CEO da empresa, Martim Prado Mattos.

De acordo com a head de marketing da GreenCare, Andrea Chulam, os principais beneficiados serão os pacientes com condições que provocam dor crônica, como a fibromialgia; dores oncológicas; e transtornos neurocognitivos, como demência e Alzheimer. O composto também é indicado para estimular o apetite de pessoas com câncer e HIV.

“São doenças que têm urgência e não podem esperar. Quando se tem uma primeira formulação dessa no mercado, com acesso, você consegue atender mais patologias”, afirma Chulam.

A expectativa da GreenCare é que o produto fabricado na Colômbia chegue ao Brasil dentro de seis meses. A ANVISA pondera que o uso deve ser indicado pelo médico que atende o paciente, com avaliação individual de cada caso.

Fonte: Metrópoles

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Mais um produto medicinal à base de cannabis é aprovado pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (25), a importação de um novo produto medicinal à base de Cannabis, o Canabidiol Active Pharmaceutical. O medicamento poderá ser comercializado em farmácias e drogarias, com prescrição médica, por meio de receita do tipo B, que tem cor azul.

Este é o 15º produto à base de canabidiol aprovado para fins medicinais no Brasil. O produto, que será fabricado no Canadá é uma solução de uso oral com concentração de 20 mg/mL de canabidiol (CBD), com até 0,2% de tetraidrocanabinol (THC).

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) .  A entrega do produto deverá ser feita pelo farmacêutico.

Fonte: G1

Importação de medicamentos à base de cannabis dispara mas prescrições ainda são raras
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Importação de medicamentos à base de cannabis dispara mas prescrições ainda são raras

Tratamentos à base de cannabis têm se mostrado bastante promissores para uma série de condições, como dores crônicas, epilepsia e esclerose múltipla. Com isso, vem crescendo também o número de medicamentos aprovados pela Anvisa que usam a cannabis como base, assim como as importações.

Ao todo, já são 14 medicamentos à base de cannabis aprovados pela Anvisa, que podem ser encontrados em farmácias aqui no Brasil. As importações também têm subido bastante, partindo de 19.150 em 2020 para 40.191 em 2021, um aumento de 109,8% em apenas um ano.

Prescrição ainda é muito rara

No entanto, medicamentos à base de cannabis só podem ser vendidos mediante prescrição médica, e é aí que a questão começa a ficar um pouco mais complexa. Mesmo com a alta na aprovação de medicamentos, o número de receitas médicas ainda é relativamente baixo.

Segundo dados da Anvisa, apenas 2.100 profissionais brasileiros estão aptos a prescrever medicamentos à base de cannabis. Este número equivale a apenas 0,5% do total de médicos que estão em atividade no Brasil atualmente.

“A classe médica necessita se aprofundar mais no potencial da cannabis medicinal, porque, sem conhecimento, não há segurança para prescrever”, declarou a neurocirurgiã Patrícia Montagner. Segundo a médica, a procura por medicamentos à base de cannabis por parte dos pacientes tem crescido bastante.

Fonte: Olhar Digital

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Canabidiol está sendo testado no tratamento de pelo menos vinte doenças

De depressão a epilepsia, esclerose múltipla a dor crônica, fobia a cólica menstrual — nunca a ciência avançou tanto nas descobertas das propriedades medicinais da cannabis, a planta da maconha. Estima-se que os efeitos do canabidiol, substância encontrada em pequeno volume no caule e na folha da erva, estejam sendo testados em pelo menos vinte doenças em grandes centros de referência ao redor do mundo. Um dos trabalhos mais extraordinários é brasileiro. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, identificaram a ação terapêutica do composto no burnout, a síndrome do esgotamento profissional.

Publicado na revista JAMA, da Associação Médica Americana, o trabalho avaliou 120 profissionais da saúde da linha de frente da resposta à Covid-19. Doses diárias de 300 mg do medicamento reduziram sintomas de fadiga emocional em 25% nos voluntários, depressão em 50% e ansiedade em 60%.

Pois agora o grupo de cientistas estuda a ação do canabidiol na Covid-19.

— Estamos avaliando, em parceria com o Instituto de Psiquiatria da USP de São Paulo, o efeito do canabidiol na prevenção das consequências neurológicas e médicas gerais da infecção por coronavírus — afirma o líder da pesquisa, o psiquiatra José Alexandre Crippa.

Os cientistas descobriram que ácidos do canabidiol têm a capacidade de se ligar à proteína Spike, a estrutura que o coronavírus usa para entrar nas células. Com isso, os compostos de cannabis poderiam evitar a infecção. O trabalho, publicado no Journal of Natural Products, foi desenvolvido em laboratório e ainda precisa passar por novas etapas, como testes em seres humanos.

Fonte: O Globo

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Cientistas da UFPB criam adesivo capaz de curar lesão da herpes em 24 horas

Cientistas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) criaram um adesivo capaz de curar, em 24 horas, a lesão causada pelo vírus da herpes do tipo simplex. O curativo de baixíssimo custo, moldável ao tamanho da lesão, e que dispensa reposição constante, funciona por meio da liberação controlada do fármaco Aciclovir na região da pele ou da mucosa acometida por essa categoria de agente infeccioso.

Como é desenvolvido

Desenvolvido a partir da mistura de polímeros sintéticos bioabsorvíveis e biodegradáveis, o adesivo regenerativo tem dimensão pequena e alta área superficial, facilitando a adição de agentes farmacológicos, principalmente o Aciclovir, e o conforto estético.

Tanto o tamanho e forma quanto a concentração de medicamento que dispõe são facilmente adaptáveis às necessidades de um paciente, diferente do atual tratamento por meio do uso de comprimidos ou de pomada de Aciclovir.

Kaline Ferreira, uma das inventoras da patente, explica que as características do adesivo podem ser modificadas à medida que a proporção dos polímeros que constitui sua estrutura é variada. Também é possível alterar a liberação do Aciclovir pela modificação das dimensões estruturais do curativo por meio do controle das concentrações poliméricas utilizadas e dos parâmetros de processo de produção.

Ela destaca que, mesmo podendo ser vendido em qualquer farmácia, o Ministério da Saúde reforça que qualquer antiviral precisa de receita médica.

Como o adesivo contra lesão da herpes pode ser disponibilizado

O adesivo regenerativo foi desenvolvido entre 2015 e 2017. O depósito da patente foi realizado em junho de 2018, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O processo de desenvolvimento do curativo será publicado em breve. Os artigos estão em fase de revisão por pares em revistas internacionais.

Os criadores da patente pretendem conversar com farmacêuticas para avaliarem o custo-benefício para produção em larga escala do adesivo.

Fonte: Portal Correio

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Como NFTs inovam a propriedade intelectual

A inovação dos criptoativos levou praticamente tudo no mundo digital a tornar-se suscetível à tokenização, e a propriedade intelectual não é exceção da tendência graças aos tokens não fungíveis (NFTs).

Os NFTs – ativos intangíveis que conferem ao seu titular um certificado de autenticidade único – estão ganhando espaço no mercado de patentes por meio da otimização de diversas operações críticas.

As indústrias da música, arte e até os videogames testemunharam o potencial dos NFTs para salvaguardar o valor; agora, a propriedade intelectual está sendo protegida dessa maneira também no campo das patentes corporativas.

A tokenização dessas patentes é realizada por meio do blockchain, que permite às partes garantir a rastreabilidade da operação, bem como sua centralização em um só lugar. 

Os NFTs oferecem uma grande oportunidade se levarmos em conta que as transações mundiais de patentes, que são majoritariamente licenças e aquisições, são de US$ 180 bilhões por ano, o que é um percentual pequeno.

Pequenas e médias empresas com faturamento inferior a US$ 1 milhão por ano terão acesso gratuito a todos os portfólios de patentes disponíveis.

Os titulares de patentes contribuem com suas patentes para as Smart Pools, onde então são tokenizadas por meio de NFTs.

Assim, a licença da patente tokenizada é transferida para o licenciado enquanto estiver em vigor. E graças aos contratos inteligentes, os licenciados recebem lembretes quando essas licenças estiverem prestes a expirar.

Fonte: Bloomberg Linea 

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INPI é considerado sexto instituto de PI mais inovador do mundo

O INPI foi considerado o sexto instituto de PI mais inovador do mundo em 2021, segundo ranking anual divulgado pela publicação World Trademark Review (WTR), que analisou 60 instituições de PI nacionais ou regionais.

O ranking foi liderado pelos institutos de PI da União Europeia e da Coreia do Sul. A terceira posição foi de Singapura, seguida por Reino Unido e México. Em sexto lugar, ao lado do INPI, ficaram as instituições de PI da Austrália e do Chile.

Em relação ao Brasil, a publicação destacou que o INPI teve crescimento expressivo no ranking nos últimos anos, saindo do 41º lugar em 2018 e subindo cerca de 20 posições em 2021. A WTR ressaltou as ações do Instituto para reduzir o backlog, modernizar seus sistemas eletrônicos, bem como estimular a inovação e o desenvolvimento econômico por meio dos ativos de PI.

Fonte: INPI

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Patente da Xiaomi traz reconhecimento de impressão digital em qualquer lugar da tela

O uso de impressão digital nas telas dos smartphones já é usado há bastante tempo. A tecnologia atende bem e deu uma estacionada nos últimos anos. No entanto, a Xiaomi pretende mudar isso e, agora, apresentou uma patente de um sensor de impressão digital que pode ser usado em toda a tela do dispositivo.

Xiaomi patenteia tecnologia de reconhecimento de impressão digital em qualquer lugar da tela

De acordo com os dados mais recentes do Escritório de Patentes Chinês (Via: Gizchina), a empresa recebeu uma patente para uma tecnologia de digitalização de impressões digitais. A tecnologia permite que você use o scanner com mais liberdade, sem precisar colocar o dedo em um determinado ponto da tela.

Na patente, a Xiaomi descreveu a operação de uma rede de elementos LED infravermelhos integrados localizados entre um display AMOLED e uma camada de toque capacitiva. A rede de “receptores” estará sob o display. Esses elementos formarão os blocos de construção básicos do novo scanner, que atenderá toda a tela do dispositivo.

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Sensor de impressão digital patenteado pela Xiaomi

Quando o usuário toca a tela com o dedo, a camada de toque registra o toque, sua localização e o formato da impressão digital, após o que os elementos de LED passam a emitir luz infravermelha na área desejada. Nesse caso, os elementos em outras partes da tela permanecerão inativos.

A luz infravermelha é então refletida na ponta do dedo e projetada nos receptores. O sistema processará os dados para obter um “cartão” da impressão digital e o smartphone irá compará-los com a amostra salva na memória. Uma vez identificada a impressão digital, o usuário poderá desbloquear o dispositivo tocando em qualquer parte da tela.

A patente da Xiaomi é um grande avanço no reconhecimento de impressão digital e um smartphone, que, atualmente, conta com pequenos espaços em tela para esse reconhecimento. Além disso, os usuários buscam cada vez mais comodidade e, essa patente traz isso também.

O Gizchina lembra que, em agosto, a Huawei patenteou sua própria tecnologia para finalidade semelhante, em diversos mercados, incluindo China, Europa, EUA, Japão, Coréia e Índia, mas o desenvolvimento não encontrou uso comercial, o que, de acordo com o site, deve ter se dado devido a sanções de Estados Unidos, que restringem seriamente a capacidade tecnológica da empresa. Como a Xiaomi ainda não enfrentou tais sanções, é possível que novos scanners sejam lançados em um futuro próximo.

Fonte: Sempre Update